Liturgia diária

Agenda litúrgica

2026-09-11

 

Ano B

Missa

 

Antífona de entrada Cf. Sl 12, 6
Eu confio, Senhor, na vossa bondade.
O meu coração alegra-se com a vossa salvação.
Cantarei ao Senhor por tudo o que Ele fez por mim.

Oração coleta
Concedei-nos, Deus todo-poderoso,
que, meditando continuamente nas realidades espirituais,
pratiquemos sempre, em palavras e obras,
o que Vos agrada.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.


LEITURA I Is 43, 18-19.21-22.24b-25
«Apagarei as tuas transgressões, em atenção a Mim»

É extraordinário, e acima de toda a compreensão, o amor e a misericórdia de Deus para com os homens. O Senhor está sempre pronto a perdoar. Constantemente Ele insiste connosco, para que nos voltemos, verdadeiramente, para Ele, e queiramos receber o seu perdão, com o esquecimento de todas as nossas faltas.

Leitura do Livro de Isaías
Eis o que diz o Senhor: «Não vos lembreis mais dos acontecimentos passados, não presteis atenção às coisas antigas. Eu vou realizar uma coisa nova, que já começa a aparecer; não o vedes? Vou abrir um caminho no deserto, fazer brotar rios na terra árida. O povo que formei para Mim proclamará os meus louvores. Mas tu não Me chamaste, Jacob, não te preocupaste comigo, Israel. Pelo contrário, obrigaste-Me a suportar os teus pecados, cansaste-Me com as tuas iniquidades. Sou Eu, sou Eu que, em atenção a Mim, tenho de apagar as tuas transgressões e não mais recordar as tuas faltas».
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 40 (41), 2-3.4-5.13-14 (R. 5)
Refrão: Salvai-me, Senhor, porque pequei contra Vós. Repete-se
Ou: Salvai, Senhor, a minha alma,
pois contra Vós eu pequei. Repete-se

Feliz daquele que pensa no pobre:
no dia da desgraça o Senhor o salvará.
O Senhor lhe concederá proteção e vida,
fá-lo-á ditoso na terra
e não o abandonará ao ódio dos seus inimigos. Refrão

No leito do sofrimento o Senhor o assistirá
e na doença o aliviará.
Eu digo: Senhor, tende piedade de mim,
curai-me, pois pequei contra Vós. Refrão

Vós me conservareis são e salvo
e em vossa presença me estabelecereis para sempre.
Bendito seja o Senhor, Deus de Israel,
desde agora e para sempre. Amen. Refrão


LEITURA II 2 Cor 1, 18-22
«Jesus não foi sim e não, mas sempre foi sim»

Deus é sempre fiel às suas promessas de amor e de perdão. Foi, por isso, que enviou o seu Filho à Terra. Com o seu “sim” à vontade do Pai, Cristo veio trazer aos homens a salvação. A força divina do Espírito Santo que nos é dada é uma garantia que supera a nossa fraqueza.

Leitura da Segunda Epístola do apóstolo S. Paulo aos Coríntios
Irmãos: Deus é testemunha fiel de que a nossa linguagem convosco não é sim e não. Porque o Filho de Deus, Jesus Cristo, que nós pregámos entre vós – eu, Silvano e Timóteo – não foi sim e não, mas foi sempre um sim. Todas as promessas de Deus são um sim em seu Filho. É por Ele que nós dizemos ‘Amen’ a Deus para sua glória. Quem nos confirma em Cristo – a nós e a vós – é Deus. Foi Ele que nos concedeu a unção, nos marcou com o seu sinal e imprimiu em nossos corações o penhor do Espírito.
Palavra do Senhor.


ALELUIA Lc 4, 18
Refrão: Aleluia. Repete-se
O Senhor me enviou a anunciar
a boa nova aos pobres,
a proclamar aos cativos a liberdade. Refrão


EVANGELHO Mc 2, 1-12
«O Filho do homem tem na terra o poder de perdoar os pecados»

Sem a colaboração e a persistência dos quatro homens que o transportavam, nunca o paralítico seria curado e perdoado por Jesus. Quantos dos nossos irmãos ainda manietados pelo pecado não estarão à espera da nossa ajuda e da nossa insistência para se deixarem conduzir até junto do perdão misericordioso de Cristo?

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
Quando Jesus entrou de novo em Cafarnaum e se soube que Ele estava em casa, juntaram-se tantas pessoas que já não cabiam sequer em frente da porta; e Jesus começou a pregar-lhes a palavra. Trouxeram-Lhe um paralítico, transportado por quatro homens; e, como não podiam levá-lo até junto d’Ele, devido à multidão, descobriram o teto por cima do lugar onde Ele Se encontrava e, feita assim uma abertura, desceram a enxerga em que jazia o paralítico. Ao ver a fé daquela gente, Jesus disse ao paralítico: «Filho, os teus pecados estão perdoados». Estavam ali sentados alguns escribas, que assim discorriam em seus corações: «Porque fala Ele deste modo? Está a blasfemar. Não é só Deus que pode perdoar os pecados?». Jesus, percebendo o que eles estavam a pensar, perguntou-lhes: «Porque pensais assim nos vossos corações? Que é mais fácil? Dizer ao paralítico: ‘Os teus pecados estão perdoados’, ou dizer: ‘Levanta-te, toma a tua enxerga e anda’? Pois bem. Para saberdes que o Filho do homem tem na terra o poder de perdoar os pecados, ‘Eu te ordeno – disse Ele ao paralítico – levanta-te, toma a tua enxerga e vai para casa’». O homem levantou-se, tomou a enxerga e saiu diante de toda a gente, de modo que todos ficaram maravilhados e glorificavam a Deus, dizendo: «Nunca vimos coisa assim».
Palavra da salvação.


Oração sobre as oblatas
Concedei, Senhor,
que celebremos dignamente estes divinos mistérios,
de modo que os dons oferecidos para vossa glória
sejam para nós fonte de salvação eterna.
Por Cristo nosso Senhor.

Antífona da comunhão Sl 9, 2-3
Cantarei todas as vossas maravilhas.
Quero alegrar-me e exultar em Vós.
Cantarei ao vosso nome, ó Altíssimo.

Ou: Cf. Jo 11, 27
Senhor, eu creio que sois Cristo, Filho de Deus vivo,
o Salvador do mundo.

Oração depois da comunhão
Nós Vos pedimos, Deus todo-poderoso,
que este sacramento de salvação
seja para nós penhor seguro de vida eterna.
Por Cristo nosso Senhor.

 

 

Martirológio

  • 1.   Em Nápoles, na Campânia, região da Itália, o sepultamento de São Quodvultdeus, bispo de Cartago, que foi exilado com todo o seu clero pelo rei ariano Genserico e, colocado em barcas velhas sem velas nem remos, contra toda a esperança humana aportou em Nápoles, onde morreu como confessor da fé.

  • 2.   Comemoração dos santos monges e outros mártires, que, por causa da fé em Cristo, foram crudelissimamente massacrados na Palestina às mãos dos Sarracenos, sob as ordens de Alamondir.

  • 3.   Em Milão, na Lombardia, região da Itália, São Mansueto, bispo, que combateu arduamente a heresia dos monotelistas.

  • 4.   Em Benavento, na Campânia, também região da Itália, São Barbato, bispo, que, segundo a tradição, converteu os Lombardos e o seu chefe à fé de Cristo.

  • 5.   No mosteiro de Vabres, no território Rodez, na Aquitânia, actualmente na França, São Jorge, monge.

  • 6*.   Em Bisignano, perto de Cosenza, na Calábria, região da Itália, São Proclo, monge, que, dotado de eminente sabedoria, foi arauto insigne da vida monástica.

  • 7*.   Em La Chambre, perto de Bruxellas, no Brabante, actualmente na Bélgica, o sepultamento do Beato Bonifácio, que foi bispo de Lausana e depois levou vida ascética com os monges cistercienses do lugar.

  • 8*.   Em Noto, na Sicília, região da Itália, o Beato Conrado Confaloniéri de Piacenza, eremita da Ordem Terceira de São Francisco, que, deixando os divertimentos mundanos, seguiu durante cerca de quarenta anos um género de vida rigorosíssimo em assídua oração e penitência.

  • 9*.   Em Córdova, na Espanha, a comemoração do Beato Álvaro de Zamora, presbítero da Ordem dos Pregadores, célebre pela sua eloquência e contemplação da Paixão do Senhor.

  • 10*.   Em Mântua, na Lombardia, região da Itália, a Beata Isabel Picenárdi, virgem, que, tomando o hábito da Ordem dos Servos de Maria, praticou na casa paterna a vida consagrada a Deus. Frequentava assiduamente a sagrada Comunhão e a Liturgia das Horas, entregava-se à meditação da Sagrada Escritura e cultivava uma especialíssima devoção à Virgem Maria.

  • 11.   Em Kaiyang, perto de Mianyang, no Sichuan, província da China, Santa Lúcia Yi Zhenmei, virgem e mártir, que pela confissão da fé católica foi condenada à decapitação.

  • 12*.   No campo de concentração de Dachau, perto de Munique, cidade da Baviera, na Alemanha, o Beato José Zaplata, religioso da Congregação do Sagrado Coração de Jesus e mártir, que, por causa da sua fé, foi violentamente deportado da Polónia, sua pátria, para um atroz cativeiro e, atingido pela doença, consumou o seu martírio.