Liturgia diária
Agenda litúrgica
2025-07-31
Quinta-feira da semana XVII
S. Inácio de Loiola, presbítero – MO
Branco – Ofício da memória.
Missa da memória.
L 1 Ex 40, 16-21. 34-38; Sl 83 (84), 3. 4. 5-6a e 8b. 11
Ev Mt 13, 47-53
* Aniversário da Ordenação episcopal de D. João Miranda Teixeira, Bispo Emérito de Castello Jabar (1983).
* Na Companhia de Jesus – S. Inácio de Loiola, presbítero e Fundador da Companhia de Jesus – SOLENIDADE
* Na Congregação do Santíssimo Redentor – I Vésp. de S. Afonso Maria de Ligório.
Missa
Antífona de entrada Cf. Sl 67, 6-7.36
Deus vive na sua morada santa,
Ele prepara uma casa para o pobre.
É a força e o vigor do seu povo.
Oração coleta
Senhor nosso Deus, protetor dos que em Vós esperam,
sem Vós nada tem valor, nada é santo.
Multiplicai sobre nós a vossa misericórdia,
para que, conduzidos por Vós,
usemos de tal modo os bens temporais
que possamos aderir, desde já, aos bens eternos.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.
LEITURA I (anos ímpares) Ex 40, 16-21.34-38
«A nuvem cobriu a Tenda da Reunião
e a glória do Senhor encheu o Tabernáculo»
Uma vez construído o Tabernáculo, que foi, no tempo do deserto, o antecedente do futuro Templo em Jerusalém, a nuvem poisou sobre ele, indicando assim a especial presença de Deus naquele lugar. Deus procurou sempre tornar visível a sua presença no meio do povo através de sinais. Para Israel, o Tabernáculo onde se encontrava a arca com as tábuas da aliança, foi um dos lugares mais privilegiados da presença de Deus. Mas, quando Deus assumiu figura humana em Jesus Cristo, aquele sinal caducou. O imperfeito cedeu o lugar ao perfeito. A humanidade de Jesus Cristo é agora o verdadeiro Tabernáculo de Deus no meio dos homens.
Leitura do Livro do Êxodo
Naqueles dias, Moisés fez tudo como o Senhor lhe tinha ordenado. No primeiro dia do primeiro mês do ano segundo, foi erguido o Tabernáculo. Moisés construiu assim o Tabernáculo: assentou as bases, colocou as pranchas, aplicou as travessas e levantou as colunas. Depois estendeu a Tenda sobre o Tabernáculo e pôs sobre ele a cobertura da Tenda, conforme o Senhor lhe tinha ordenado. Colocou as tábuas da Lei dentro da Arca; pôs os varais na Arca e, sobre esta, o propiciatório. Levou a Arca para dentro do Tabernáculo e colocou o véu de protecção para encobrir a Arca da Lei, conforme o Senhor lhe tinha ordenado. Então a nuvem cobriu a Tenda da Reunião e a glória do Senhor encheu o Tabernáculo. Moisés não podia entrar na Tenda da Reunião, porque a nuvem estava poisada sobre ela e a glória do Senhor enchia o Tabernáculo. Sempre que a nuvem se elevava acima do Tabernáculo, os filhos de Israel levantavam o acampamento para nova jornada. Mas se a nuvem não se elevava, eles não se moviam enquanto ela não se elevasse de novo. De dia repousava a nuvem do Senhor sobre o Tabernáculo e de noite aparecia fogo sobre ele, à vista de toda a casa de Israel, em todas as suas jornadas.
Palavra do Senhor.
SALMO RESPONSORIAL Salmo 83 (84), 3.4.5-6a e 8b.11 (R. 2)
Refrão: Como é agradável a vossa morada,
Senhor do Universo! Repete-se
A minha alma suspira ansiosamente
pelos átrios do Senhor.
O meu ser e a minha carne
exultam no Deus vivo. Refrão
Até as aves do céu encontram abrigo
e as andorinhas um ninho para os seus filhos,
junto dos vossos altares, Senhor dos Exércitos,
meu Rei e meu Deus. Refrão
Felizes os que moram em vossa casa:
podem louvar-Vos continuamente.
Felizes os que em Vós encontram a sua força,
os que caminham para ver a Deus em Sião. Refrão
Um dia em vossos átrios
vale por mais de mil longe de Vós.
Antes quero ficar no vestíbulo da casa do meu Deus,
do que habitar nas tendas dos pecadores. Refrão
ALELUIA cf. Atos 16, 14b
Refrão: Aleluia Repete-se
Abri, Senhor, o nosso coração,
para recebermos a palavra do vosso Filho. Refrão
EVANGELHO Mt 13, 47-53
«Escolhem os bons para os cestos
e o que não presta deitam-no fora»
Uma nova parábola pretende fazer compreender o que é o reino dos Céus. Se o entenderam, os discípulos estão agora capazes de o anunciar aos outros. Esta nova parábola refere-se à presença simultânea de bons e maus no seio da comunidade cristã até ao fim dos tempos. Mas nesta parábola insiste-se particularmente no perigo que ameaça aquilo “que não presta”, como diz o texto. Isso não poderá ser recebido no reino dos Céus, quando chegar a hora de se fazer a recolha da rede.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «O reino dos Céus é semelhante a uma rede que, lançada ao mar, apanha toda a espécie de peixes. Logo que se enche, puxam-na para a praia e, sentando-se, escolhem os bons para os cestos e o que não presta deitam-no fora. Assim será no fim do mundo: os Anjos sairão a separar os maus do meio dos justos e a lançá-los na fornalha ardente. Aí haverá choro e ranger de dentes. Entendestes tudo isto?». Eles responderam-Lhe: «Entendemos». Disse-lhes então Jesus: «Por isso, todo o escriba instruído sobre o reino dos Céus é semelhante a um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e coisas velhas». Quando acabou de proferir estas parábolas, Jesus continuou o seu caminho.
Palavra da salvação.
Oração sobre as oblatas
Aceitai, Senhor,
os dons que recebemos da vossa generosidade
e trazemos ao vosso altar,
e fazei que estes sagrados mistérios, por obra da vossa graça,
nos santifiquem na vida presente
e nos conduzam às alegrias eternas.
Por Cristo nosso Senhor.
Antífona da comunhão Sl 102, 2
Bendiz, ó minha alma, o Senhor, e não esqueças os seus benefícios.
Ou: Mt 5, 7-8
Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.
Felizes os puros de coração, porque verão a Deus.
Oração depois da comunhão
Senhor, que nos destes a graça de participar neste divino sacramento,
memorial perene da paixão do vosso Filho,
fazei que este dom do seu amor infinito
sirva para a nossa salvação.
Ele que vive e reina pelos séculos dos séculos.
Santo
Santo Inácio de Loiola, presbítero
Martirológio
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Memória de Santo Inácio de Loiola, presbítero, que, natural do País Basco, na Espanha, viveu na corte e no exército, até que, gravemente ferido, se converteu a Deus; fez os seus estudos teológicos em Paris e associou a si os primeiros companheiros, com os quais mais tarde constituiu a Companhia de Jesus em Roma, onde exerceu um frutuoso ministério, quer pelas obras que escreveu quer na formação dos discípulos, para maior glória de Deus.
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2. Em Milão, na Transpadânia, hoje na Lombardia, região da Itália, São Calímero, bispo.
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3. Em Sínada, na Frígia, hoje Çifitkasaba, na Turquia, os santos Demócrito, Segundo e Dionísio, mártires.
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4. Em Cesareia, na Mauritânia, hoje Cherchell, na Argélia, São Fábio, mártir, que foi encarcerado por ter recusado levar a insígnia do governador numa assembleia geral da província e, como perseverava na confissão da fé em Cristo, foi condenado à morte pelo juiz.
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5. Em Roma, junto à Via Latina, São Tertuliano, mártir.
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6. Em Ravena, na Flamínia, na hodierna Emília-Romanha, região da Itália, o passamento de São Germano, bispo de Auxerre, que libertou por duas vezes a Bretanha da heresia pelagiana e, tendo-se dirigido a Ravena para promover a paz na região da Armórica, foi recebido com honras solenes pelos imperadores Valeriano e Gala Placídia, subindo dali ao reino celeste.
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7. Em Ímola, também na Flamínia, o passamento de São Pedro Crisólogo, bispo de Ravena, cuja memória é celebrada na véspera deste dia.
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8. Em Skövde, na Suécia, Santa Helena, viúva, que, injustamente assassinada, é considerada mártir.
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9*. Em Acquapendente, na Toscana, hoje no Lácio, região da Itália, o passamento do Beato João Colombíni, rico comerciante de vestuário que se converteu à pobreza e reuniu os seus discípulos na Ordem dos Jesuatos, cujos membros quis transformar em pobres de Cristo e esposos da senhora Pobreza.
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10*. Em Londres, na Inglaterra, o Beato Everardo Hanse, presbítero e mártir, que, desde o dia em que professou a fé católica, a guardou sempre fielmente, a difundiu entre os seus concidadãos e, no reinado de Isabel I, a confirmou com o glorioso martírio em Tyburn.
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11♦. Em Nishizaka, no Japão, o Beato Nicolau Fukunaga Keian, religioso da Companhia de Jesus e mártir.
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12*. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato João Francisco Jarrige de la Morelie du Breuil, presbítero e mártir, que, durante a perseguição contra a Igreja desencadeada na Revolução Francesa, encerrado na sórdida galera morreu de tuberculose.
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13. Em Cay Met, localidade próxima de Saigão, na Cochinchina, hoje no Vietnam, os santos Pedro Doan Cong Quy, presbítero, e Manuel Phung, mártires, que, depois de cerca de sete meses de cárcere, foram decapitados no tempo do imperador Tu Duc por serem cristãos.
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14. No vale de Alighede, na Etiópia, São Justino De Jacobis, bispo, da Congregação da Missão, que, com admirável mansidão e caridade, se dedicou ao ministério apostólico e à formação do clero indígena, sofrendo por isso a fome, a sede, as tribulações e o cárcere.
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15*. Em Granollers, cidade próxima de Barcelona, na Espanha, os beatos mártires Dionísio Vicente Ramos, presbítero, e Francisco Remon Játiva, religioso da Ordem dos Frades Menores Conventuais, que, durante a perseguição contra a fé, com o seu martírio seguiram os passos de Cristo.
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16*. Em Valência, também na Espanha, o Beato Jaime Buch Canals, religioso da Sociedade Salesiana, que na mesma perseguição morreu professando a sua fé em Cristo.
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17♦. Em La Arrabassada, perto de Barcelona, também na Espanha, as beatas Esperança da Cruz (Teresa Subirá Sanjaume) e Companheiras[1], virgens da Congregação das Irmãs Carmelitas Missionárias e mártires, que, durante a perseguição religiosa, foram assassinadas por causa da sua fidelidade a Cristo Esposo.
[1] São estes os seus nomes: Daniela de São Barnabé (Vicenta Achurra Gogenola), Gabriela de São João da Cruz (Francisca Pons Sardá) e Maria do Refúgio de Santo Ângelo (Maria Roqueta Serra), virgens da Congregação das Irmãs Carmelitas Missionárias
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18♦. Em Toledo, também na Espanha, os beatos Nazário do Sagrado Coração (Nazário del Valle González), presbítero da Ordem dos Carmelitas Descalços e companheiros[2] mártires, que, na mesma perseguição, mereceram receber a sublime palma do martírio.
[2] São estes os seus nomes: Pedro José dos Sagrados Corações (Pedro José Jiménez Vallejo), e Raimundo de Nossa Senhora do Carmo (José Grijaldo Medel), presbíteros; Melchior do Menino Jesus (Melchior Martin Monge), Félix de Nossa Senhora do Carmo (Luís Gómez de Pablo), Plácido do Menino Jesus (José Luís Collado Oliver), Daniel da Sagrada Paixão (Daniel Mora Nine), religiosos todos da Ordem dos Carmelitas Descalços.
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19♦. Em Andújar, localidade da província de Jaen, também na Espanha, os beatos Prudêncio da Cruz (Prudêncio Gueréquiz Guezuraga) e Segundo de Santa Teresa (Segundo Garcia Cabezas), presbíteros da Ordem da Santíssima Trindade e mártires, que, oprimido pela violência dos inimigos da Igreja, foi ao encontro do Senhor.
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20♦. Em Paracuellos del Jarama, localidade próxima de Madrid, também na Espanha, o Beato Vítório (Martinho Anglés Oliveras), religioso da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártir, que pelo martírio se tornou participante na vitória de Cristo.
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21*. Em Dachau, próximo de Munique, cidade da Baviera, na Alemanha, o Beato Miguel Ozieblowski, presbítero e mártir, que, deportado da Polónia, sua pátria, dominada por um regime hostil à religião, por causa da fé foi encarcerado num campo de concentração e, duramente torturado, consumou o seu martírio.
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22*. Em Kalisz, na Polónia, o Beato Francisco Stryjas, mártir, que, na mesma perseguição, esvaído por muitos suplícios, foi gloriosamente ao encontro do Senhor.
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23*. Em Trnava, na Eslováquia, a Beata Sidónia (Cecília Schelingova), virgem da Congregação das Irmãs da Caridade da Santa Cruz e mártir, que, em tempo de extrema hostilidade contra a Igreja na sua nação, por ter protegido um sacerdote sofreu muitas tribulações no corpo e no espírito e, finalmente consumida pela enfermidade, resplandeceu como inquebrantável e alegre testemunha de Cristo.