Liturgia diária
Agenda litúrgica
2025-07-08
Terça-feira da semana XIV
Verde – Ofício da féria.
Missa à escolha (cf. p. 19, n. 18).
L 1 Gn 32, 22-32 (hebr. 23-33); Sl 16 (17), 1. 2-3. 6-7. 8b-9a e 15
Ev Mt 9, 32-38
* Na Ordem de Cister e na Ordem Cisterciense da Estrita Observância – B. Eugénio III, papa – MO
* Na Ordem Franciscana – Bb. Gregório Grassi, bispo, e companheiros, mártires, da I e III Ordem – MF
Missa
Antífona de entrada Sl 47, 10-11
Recordamos, Senhor, a vossa misericórdia no meio do vosso templo.
Toda a terra proclama o louvor do vosso nome,
porque sois justo e santo, Senhor nosso Deus.
Oração coleta
Senhor nosso Deus,
que, pela humilhação do vosso Filho,
levantastes o mundo decaído,
dai aos vossos fiéis uma santa alegria,
para que, livres da escravidão do pecado,
possam chegar à felicidade eterna.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.
LEITURA I (anos ímpares) Gn 32, 22-32 (hebr. 23-33)
«O teu nome será Israel,
porque lutaste com Deus e com os homens e saíste vencedor»
Na estranha personagem com quem entra em luta, Jacob descobre a presença do próprio Deus, e não descansa enquanto d’Ele não obtém a bênção. Este acontecimento misterioso, pretende, em última análise, explicar o significado do nome de “Israel”, ‘forte contra Deus’, e indicar que a bênção que Jacob recebe de Deus se estenderá a todo o povo que levará o seu nome, o povo de Israel.
Leitura do Livro do Génesis
Naqueles dias, Jacob levantou-se de noite, tomou consigo as duas esposas, as duas servas e os onze filhos e atravessou o vau do Jaboc. Ajudou-os a passar a torrente com tudo o que possuía e ficou para trás sozinho. Então um homem lutou com ele até ao romper da aurora e, ao ver que não podia dominá-lo, atingiu-lhe a articulação da coxa, de modo que o tendão da coxa de Jacob se deslocou, enquanto lutava com ele. O homem disse-lhe: «Deixa-me ir, que já raiou a aurora». Mas Jacob respondeu-lhe: «Não te deixarei, enquanto não me abençoares». O homem perguntou-lhe: «Qual é o teu nome?». Ele respondeu: «Jacob». Então o homem disse-lhe: «Já não te chamarás Jacob, mas Israel, porque lutaste com Deus e com os homens e saíste vencedor». Pediu-lhe então Jacob: «Rogo-te que me reveles o teu nome». Mas ele respondeu: «Porque queres saber o meu nome?». E abençoou-o. Jacob deu àquele lugar o nome de Penuel, «porque – disse ele – vi a Deus face a face e a minha vida foi salva». Já nascia o sol, quando Jacob atravessou Penuel; e manquejava de uma coxa. Se os israelitas, até ao presente, não comem o tendão que há na articulação da coxa, é porque Jacob foi atingido nesse tendão.
Palavra do Senhor.
SALMO RESPONSORIAL Salmo 16 (17), 1.2-3.6-7.8b-9a e 15
(R. cf. 15a)
Refrão: Pela vossa bondade, Senhor,
espero contemplar o vosso rosto. Repete-se
Ouvi, Senhor, uma causa justa,
atendei a minha súplica.
Escutai a minha oração,
feita com sinceridade. Refrão
Sede Vós a fazer o meu julgamento,
pois vossos olhos veem o que é recto.
Se perscrutais o meu coração e o provais com o fogo,
não encontrareis em mim iniquidade. Refrão
Eu Vos invoco, meu Deus, respondei-me,
ouvi-me e escutai as minhas palavras.
Mostrai a vossa admirável misericórdia,
Vós que salvais quem se acolhe à vossa direita. Refrão
Protegei-me à sombra das vossas asas,
longe dos ímpios que me fazem violência.
Por minha parte, mereça eu contemplar a vossa face
e, ao despertar, saciar-me com a vossa imagem. Refrão
ALELUIA Jo 10, 14
Refrão: Aleluia Repete-se
Eu sou o bom pastor, diz o Senhor;
conheço as minhas ovelhas e elas conhecem-Me. Refrão
EVANGELHO Mt 9, 32-38
«A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos»
Para ser capaz de reconhecer a intervenção de Deus é necessário ter-se um coração simples, como o de uma criança. Foi assim já no tempo de Jesus: os simples tinham fé, os entendidos negavam-se até ao que era evidente. Jesus nem por isso desiste de anunciar o reino de Deus; só lamenta que poucos se entreguem ao trabalho que este reino exige. Mas esses serão sempre um dom de Deus; é necessário, pois, pedir que Ele os envie. Sem a luz da Palavra de Deus, os homens transviam-se e perdem-se. Quem lha anunciará?
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo, apresentaram a Jesus um mudo possesso do demónio. Logo que o demónio foi expulso, o mudo falou.
A multidão ficou admirada e dizia: «Nunca se viu coisa semelhante em Israel». Mas os fariseus diziam: «É pelo príncipe dos demónios que Ele expulsa os demónios». Jesus percorria todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas, pregando o Evangelho do reino e curando todas as doenças e enfermidades. Ao ver as multidões, encheu-Se de compaixão, porque andavam fatigadas e abatidas, como ovelhas sem pastor. Jesus disse então aos seus discípulos: «A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara».
Palavra da salvação.
Oração sobre as oblatas
Fazei, Senhor,
que a oblação consagrada ao vosso nome nos purifique
e nos conduza, dia após dia,
a viver mais intensamente a vida da graça.
Por Cristo nosso Senhor.
Antífona da comunhão Sl 33, 9
Saboreai e vede como o Senhor é bom:
feliz o homem que n’Ele se refugia.
Ou: Cf. Mt 11, 28
Vinde a Mim, todos vós que andais cansados e oprimidos,
e Eu vos aliviarei, diz o Senhor.
Oração depois da comunhão
Senhor, que nos saciastes com estes dons tão excelentes,
fazei que alcancemos os benefícios da salvação
e nunca cessemos de cantar os vossos louvores.
Por Cristo nosso Senhor.
Martirológio
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1. Comemoração dos santos Áquila e Prisca ou Priscila, esposos, colaboradores de São Paulo, em cuja casa recebiam a assembleia dos cristãos e por isso arriscaram a sua vida.
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2. Em Heracleia, na Trácia, hoje Mármara, na Turquia, Santa Glicéria, mártir.
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3. Em Cesareia da Palestina, São Procópio, bispo e mártir, que, no tempo do imperador Diocleciano, conduzido da cidade de Scitópolis a Cesareia, à primeira resposta da sua audácia, foi decapitado pelo juiz Fabiano.
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4. Em Taormina, na Sicília, região da Itália, São Pancrácio, bispo e mártir, que é considerado o primeiro bispo desta Igreja.
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5. Em Toul, na Gália Bélgica, hoje na França, Santo Auspício, bispo.
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6*. Na Renânia, região da hodierna Alemanha, São Disibodo, eremita, que, reunido com alguns companheiros, fundou um mosteiro junto ao rio Nahe.
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7*. Em Bilsen, no Brabante, na actual Bélgica, Santa Landrada, abadessa.
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8. Em Würzburg, na Austrásia, hoje na Alemanha, São Quiliano, bispo e mártir, natural da Irlanda, que chegou a esta região para pregar o Evangelho e, por observar diligentemente os costumes cristãos, foi cruelmente assassinado, assim alcançando a coroa do martírio.
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9. Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia, a paixão dos santos monges Abramitas, que, no tempo do imperador Teófilo, consumaram o martírio por causa do culto das sagradas imagens.
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10*. Em Spina Lambérti, na Emília-Romanha, região da Itália, o passamento de Santo Adriano III, papa, que procurou com grande diligência a reconciliação da Igreja Constantinopolitana com a Igreja Romana e, atingido por grave enfermidade, morreu santamente quando se dirigia para a Gália.
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11*. Em Tívoli, no Lácio, região da Itália, o passamento do Beato Eugénio III, papa, que foi dilecto discípulo de São Bernardo e, depois de ter governado o mosteiro dos santos Vicente e Anastásio em Acque Sálvie, foi eleito para a sede de Roma e empenhou-se intensamente para defender das insídias dos infiéis o povo romano e renovar a disciplina eclesiástica.
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12*. Em Shimabara, no Japão, o Beato Mâncio Araki, mártir, que, por ter recebido em sua casa o Beato Francisco Pacheco, presbítero, foi metido no cárcere, onde morreu consumido pela tuberculose.
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13♦. Em Rencurel, localidade do Ródano-Alpes, região da França, o Beato Pedro Vigne, presbítero, que se dedicou incansavelmente ao ministério pastoral, na pregação, no ministério de ouvir confissões, em propagar a devoção à Paixão do Senhor e à Santíssima Eucaristia, e fundou a Congregação das Irmãs do Santíssimo Sacramento.