Liturgia diária
Agenda litúrgica
2027-05-27
Quinta-feira da semana VIII
SANTÍSSIMO CORPO E SANGUE DE CRISTO
SOLENIDADE
Branco – Ofício da solenidade. Te Deum.
+ Missa própria, Glória, sequência facultativa, Credo,
pf. da Eucaristia.
L 1 Ex 24, 3-8; Sl 115, 12-13. 15 e 16bc. 17-18
L 2 Heb 9, 11-15
Ev Mc 14, 12-16. 22-26
* Proibidas todas as Missas de defuntos, mesmo a exequial.
* Em Portugal – Dia santificado e feriado nacional.
* Na Congregação das Irmãs «Filhas da Igreja» – Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, Titular da Congregação – SOLENIDADE
* No Instituto das Servas Franciscanas Reparadoras de Jesus Sacramentado – Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, Titular do Instituto – SOLENIDADE
* Nas Dioceses de Cabo Verde – Ofício e Missa da féria.
* Em Portugal – II Vésp. da solenidade – Compl. dep. II Vésp. dom.
Ano B
Missa
Onde a solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo não é dia de preceito, celebra-se no Domingo depois da Santíssima Trindade.
Antífona de entrada Cf. Sl 80, 17
O Senhor alimentou o seu povo com a flor da farinha
e saciou-o com o mel do rochedo.
Diz-se o Glória.
Oração coleta
Senhor Jesus Cristo,
que, neste admirável sacramento,
nos deixastes o memorial da vossa paixão,
concedei-nos a graça de venerar de tal modo
os sagrados mistérios do vosso Corpo e Sangue
que sintamos continuamente os frutos da vossa redenção.
Vós que sois Deus e viveis e reinais com o Pai,
na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
LEITURA I Ex 24, 3-8
«Este é o sangue da aliança que Deus firmou convosco»
O Santíssimo Sacramento – o Sacramento Santo por excelência – é o sacramento do Sacrifício que Cristo ofereceu sobre a Cruz. O sacrifício significa e realiza a aliança entre Deus e o homem. Já Moisés tinha celebrado um sacrifício de aliança, que esta leitura vem evocar, aliança selada com o Sangue. Tratava-se então da aliança antiga; mas Jesus dará finalmente o Sangue da nova aliança, o seu próprio Sangue. Na última ceia, ao entregar aos discípulos o cálice do seu Sangue, Jesus há de referir-Se àquele sangue da aliança ao dizer que o seu é o Sangue da aliança “nova”.
Leitura do Livro do Êxodo
Naqueles dias, Moisés veio comunicar ao povo todas as palavras do Senhor e todas as suas leis. O povo inteiro respondeu numa só voz: «Faremos tudo o que o Senhor ordenou». Moisés escreveu todas as palavras do Senhor. No dia seguinte, levantou-se muito cedo, construiu um altar no sopé do monte e ergueu doze pedras pelas doze tribos de Israel. Depois mandou que alguns jovens israelitas oferecessem holocaustos e imolassem novilhos, como sacrifícios pacíficos ao Senhor. Moisés recolheu metade do sangue, deitou-o em vasilhas e derramou a outra metade sobre o altar. Depois, tomou o Livro da Aliança e leu-o em voz alta ao povo, que respondeu: «Faremos quanto o Senhor disse e em tudo obedeceremos». Então, Moisés tomou o sangue e aspergiu com ele o povo, dizendo: «Este é o sangue da aliança que o Senhor firmou convosco, mediante todas estas palavras».
Palavra do Senhor.
SALMO RESPONSORIAL Salmo 115 (116), 12-13.15.16bc.17-18 (R.13)
Refrão: Tomarei o cálice da salvação
e invocarei o nome do Senhor. Repete-se
Ou: Elevarei o cálice da salvação,
invocando o nome do Senhor. Repete-se
Como agradecerei ao Senhor
tudo quanto Ele me deu?
Elevarei o cálice da salvação,
invocando o nome do Senhor. Refrão
É preciosa aos olhos do Senhor
a morte dos seus fiéis.
Senhor, sou vosso servo, filho da vossa serva:
quebrastes as minhas cadeias. Refrão
Oferecer-Vos-ei um sacrifício de louvor,
invocando, Senhor, o vosso nome.
Cumprirei as minhas promessas ao Senhor,
na presença de todo o povo. Refrão
LEITURA II Hebr 9, 11-15
«O sangue de Cristo purificará a nossa consciência»
A festa de hoje chama-se atualmente Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo. De facto, também o sangue exprime e de maneira particularmente significativa a vida que o Senhor deu por nós, para estabelecer, de uma vez para sempre, a nova e eterna Aliança.
Leitura da Epístola aos Hebreus
Irmãos: Cristo veio como sumo sacerdote dos bens futuros. Atravessou o tabernáculo maior e mais perfeito, que não foi feito por mãos humanas, nem pertence a este mundo, e entrou de uma vez para sempre no Santuário. Não derramou sangue de cabritos e novilhos, mas o seu próprio Sangue, e alcançou-nos uma redenção eterna. Na verdade, se o sangue de cabritos e de toiros e a cinza de vitela, aspergidos sobre os que estão impuros, os santificam em ordem à pureza legal, quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno Se ofereceu a Deus como vítima sem mancha, purificará a nossa consciência das obras mortas, para servirmos ao Deus vivo! Por isso, Ele é mediador de uma nova aliança, para que, intervindo a sua morte para remissão das transgressões cometidas durante a primeira aliança, os que são chamados recebam a herança eterna prometida.
Palavra do Senhor.
ALELUIA Jo 6, 51
Refrão: Aleluia. Repete-se
Eu sou o pão vivo descido do Céu, diz o Senhor.
Quem comer deste pão viverá eternamente. Refrão
EVANGELHO Mc 14, 12-16.22-26
«Isto é o meu Corpo. Este é o meu Sangue»
No sacramento do seu Corpo e Sangue, Jesus deixou-nos o memorial do seu sacrifício para que o celebrássemos em memória d’Ele, até que Ele venha no fim dos tempos. Por isso, sempre que celebramos a Eucaristia, proclamamos a morte do Senhor e renovamos a Aliança com Deus, que, na sua morte, Cristo selou em nosso favor.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
No primeiro dia dos Ázimos, em que se imolava o cordeiro pascal, os discípulos perguntaram a Jesus: «Onde queres que façamos os preparativos para comer a Páscoa?». Jesus enviou dois discípulos e disse-lhes: «Ide à cidade. Virá ao vosso encontro um homem com uma bilha de água. Segui-o e, onde ele entrar, dizei ao dono da casa: «O Mestre pergunta: Onde está a sala, em que hei de comer a Páscoa com os meus discípulos?». Ele vos mostrará uma grande sala no andar superior, alcatifada e pronta. Preparai-nos lá o que é preciso». Os discípulos partiram e foram à cidade. Encontraram tudo como Jesus lhes tinha dito e prepararam a Páscoa. Enquanto comiam, Jesus tomou o pão, recitou a bênção e partiu-o, deu-o aos discípulos e disse: «Tomai: isto é o meu Corpo». Depois tomou um cálice, deu graças e entregou-lho. E todos beberam dele. Disse Jesus: «Este é o meu Sangue, o Sangue da nova aliança, derramado pela multidão dos homens. Em verdade vos digo: Não voltarei a beber do fruto da videira, até ao dia em que beberei do vinho novo no reino de Deus». Cantaram os salmos e saíram para o monte das Oliveiras.
Palavra da salvação.
Diz-se o Credo.
Oração sobre as oblatas
Concedei, Senhor, à vossa Igreja
o dom da unidade e da paz,
que estas oferendas misticamente simbolizam.
Por Cristo nosso Senhor.
PREFÁCIO
Prefácio I ou II da Santíssima Eucaristia.
PREFÁCIO I DA SANTÍSSIMA EUCARISTIA
O sacrifício e o sacramento de Cristo
Este prefácio diz-se na Missa da Ceia do Senhor; pode dizer-se também na solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo e nas Missas votivas da Santíssima Eucaristia.
V. O Senhor esteja convosco.
R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.
Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,
é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte,
por nosso Senhor Jesus Cristo.
Verdadeiro e eterno sacerdote,
oferecendo-Se como vítima de salvação,
instituiu o sacrifício da nova e eterna aliança
e mandou que o celebrássemos em sua memória.
O seu Corpo, por nós imolado,
é alimento que nos fortalece
e o seu Sangue, por nós derramado,
é bebida que nos purifica.
Por isso, com os anjos e os arcanjos,
os tronos e as dominações
e todos os coros celestes,
proclamamos a vossa glória,
dizendo (cantando) numa só voz:
Santo, Santo, Santo,
Senhor Deus do universo.
O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Hossana nas alturas.
Bendito O que vem em nome do Senhor.
Hossana nas alturas.
PREFÁCIO II DA SANTÍSSIMA EUCARISTIA
Os frutos da Santíssima Eucaristia
Este prefácio diz-se na solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo e nas Missas votivas da Santíssima Eucaristia.
V. O Senhor esteja convosco.
R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.
Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,
é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte, por nosso Senhor Jesus Cristo.
Reunido com os apóstolos na Última Ceia,
para perpetuar a sua paixão salvadora,
entregou-Se a Si mesmo como cordeiro imaculado e sacrifício perfeito.
Neste sagrado mistério, alimentais e santificais os fiéis,
para que os homens do mundo inteiro
sejam iluminados pela mesma fé e unidos pela mesma caridade.
Assim nos reunimos à mesa deste admirável sacramento,
para que a abundância da vossa graça nos faça participantes da vida celeste.
Por isso, todas as criaturas, no céu e na terra,
Vos adoram, cantando um cântico novo.
E também nós, com todos os coros dos anjos,
proclamamos a vossa glória, dizendo (cantando) numa só voz:
Santo, Santo, Santo,
Senhor Deus do universo.
O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Hossana nas alturas.
Bendito O que vem em nome do Senhor.
Hossana nas alturas.
Antífona da comunhão Cf. Jo 6, 57
Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue
permanece em Mim e Eu nele, diz o Senhor.
Oração depois da comunhão
Concedei-nos, Senhor Jesus Cristo,
a participação eterna da vossa divindade,
que é prefigurada nesta comunhão
do vosso precioso Corpo e Sangue.
Vós que viveis e reinais pelos séculos dos séculos.
Santo
Santo Agostinho de Cantuária, bispo
Martirológio
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Santo Agostinho, bispo de Cantuária, na Inglaterra, que foi enviado com outros monges pelo papa São Gregório Magno para anunciar a palavra de Deus ao povo dos Anglos e foi bem recebido por Ediberto, rei de Kent. Imitou a vida apostólica da Igreja primitiva, converteu o próprio rei e muitos outros à fé cristã e constituiu nesta terra algumas sedes episcopais; faleceu no dia 26 de Maio.
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2. Em Doróstoro, na Mésia, hoje Silistra, na Bulgária, São Júlio, mártir, que, sendo veterano do exército imperial, no tempo da perseguição foi preso pelos oficiais de justiça e apresentado ao governador Máximo; tendo manifestado na sua presença a repulsa pelos ídolos, confessou com grande firmeza a sua fé em Cristo e foi castigado com a condenação à morte.
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3. Na Via Nomentana, a dezaseis milhas de Roma, São Restituto, mártir.
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4. Em Orange, na Provença, região da Gália, actualmente na França, Santo Eutrópio, bispo.
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5. Em Würtzburg, na Francónia, região da Germânia, hoje na Alemanha, São Bruno, bispo, que restaurou a igreja catedral, reformou o clero e explicou ao povo a Sagrada Escritura.
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6*. No mosteiro de Montsalvy, junto de Clermont-Ferrand, na Aquitânia, hoje na França, São Gausberto, presbítero e eremita, que transformou este lugar, antes deserto e intransitável, num hospício para acolher os peregrinos.
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7*. Em Dryburne, localidade próxima de Durham, na Inglaterra, os beatos Edmundo Duke, Ricardo Hill, João Hogg e Ricardo Holiday, presbíteros e mártires, que, regressando do Colégio dos Ingleses de Reims à sua pátria, no reinado de Isabel I, foram condenados à morte e enforcados por causa do sacerdócio.
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8. Em Seul, na Coreia, as santas mártires Bárbara Kim, viúva, e Bárbara Yi, virgem de quinze anos de idade, que foram presas ao mesmo tempo e morreram de peste no cárcere.
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9. Em Nakibuwo, localidade do Uganda, Santo Atanásio Bazzekuketta, mártir, que era um jovem da casa real recentemente baptizado e, ao ser conduzido ao lugar do suplício com os outros companheiros por ter abraçado a fé em Cristo, pediu aos algozes que o matassem imediatamente e, espancado até à morte, consumou o martírio.
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10. Em Lubawo, também no Uganda, São Gonzaga Gonza, mártir, que era um dos fâmulos reais e, quando ia preso com cadeias para a fogueira, foi trespassado pelas lanças dos algozes.