Liturgia diária
Agenda litúrgica
2027-05-30
DOMINGO IX DO TEMPO COMUM
Verde – Ofício do domingo (Semana I do Saltério). Te Deum.
+ Missa própria, Glória, Credo, pf. dominical.
L 1 Dt 5, 12-15; Sl 80 (81), 3-4. 5-6ab. 6c-8a. 10-11ab
L 2 2Cor 4, 6-11
Ev Mc 2, 23 – 3, 6 ou Mc 2, 23-28
* Proibidas as Missas de defuntos, exceto a exequial.
* Nas Dioceses de Cabo Verde – Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo – SOLENIDADE
* Na Diocese de Beja (Sé) – I Vésp. do aniversário da Dedicação da Igreja Catedral.
* Na Ordem da Visitação de Santa Maria – I Vésp. da Visitação da Virgem santa Maria.
* Na Congregação das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus – I Vésp. da Virgem santa Maria do Sagrado Coração de Jesus.
* II Vésp. do domingo – Compl. dep. II Vésp. dom.
Ano B
Missa
Antífona de entrada Cf. Sl 24, 16.18
Olhai para mim, Senhor, e tende compaixão,
porque estou só e desamparado.
Vede a minha miséria e o meu tormento
e perdoai todos os meus pecados.
Oração coleta
Senhor nosso Deus,
cuja providência não se engana em seus decretos,
humildemente Vos suplicamos:
afastai de nós todos os males
e concedei-nos todos os bens.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.
LEITURA I Dt 5, 12-15
«Recorda-te que também foste escravo no Egito»
O povo de Deus do Antigo Testamento recebeu o mandamento de guardar o Sábado, que é, ao mesmo tempo, o memorial do repouso de Deus depois de concluída a obra da criação e dia de ação de graças por essa criação. E ainda mais agora ele há de ser fiel ao mandamento do Senhor e permitir que os outros o possam ser também, porque, se agora o povo de Deus é um povo livre, é porque também Deus o libertou. Mas o Sábado do Antigo Testamento anuncia o Dia do Senhor da Nova Aliança, o Domingo, o dia do repouso em Deus, repouso que Jesus nos alcançou pelo seu Mistério Pascal.
Leitura do Livro do Deuteronómio
Eis o que diz o Senhor: «Guarda o dia de sábado, para o santificares, como te mandou o Senhor, teu Deus. Trabalharás durante seis dias e neles farás todas as tuas obras. O sétimo, porém, é o sábado do Senhor, teu Deus. Não farás nele qualquer trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu escravo, nem a tua escrava, nem o teu boi, nem o teu jumento, nem nenhum dos teus animais, nem o estrangeiro que mora contigo. Assim, o teu escravo e a tua escrava poderão descansar como tu. Recorda-te que foste escravo na terra do Egito e que o Senhor, teu Deus, te fez sair de lá com mão forte e braço estendido. Por isso, o Senhor, teu Deus, te mandou guardar o dia de sábado».
Palavra do Senhor.
SALMO RESPONSORIAL Salmo 80 (81), 3-4.5-6ab.6c.8a.10-11b
(R.2a)
Refrão: Exultai em Deus, que é o nosso auxílio. Repete-se
Ou: Aclamai a Deus, nossa força. Repete-se
Aclamai a Deus, nossa força,
aplaudi ao Deus de Jacob.
Fazei ressoar a trombeta na lua nova
e na lua cheia, dia da nossa festa. Refrão
É uma obrigação para Israel,
é um preceito do Deus de Jacob,
lei que Ele impôs a José,
quando saiu da terra do Egito. Refrão
Ouço uma língua desconhecida:
«Aliviei os teus ombros do fardo
e soltei as tuas mãos dos cestos;
gritaste na angústia e Eu te libertei. Refrão
Não terás contigo um deus alheio,
nem adorarás divindades estranhas.
Eu, o Senhor, sou o teu Deus,
que te fiz sair da terra do Egito». Refrão
LEITURA II 2 Cor 4, 6-11
«Manifesta-se no nosso corpo a vida de Jesus»
A vida do Apóstolo de Cristo reproduz a vida do Senhor, é outra manifestação do seu Mistério Pascal: frágil como um vaso de barro, transporta em si o tesouro do mistério de que é ministro e apóstolo; participando na Paixão do Senhor, pelos sofrimentos e trabalhos do seu ministério, é instrumento ao serviço da manifestação e da comunicação da vida de Jesus; comungando assim na Morte do seu Senhor, é portador aos outros da própria luz de Deus.
Leitura da Segunda Epístola do apóstolo S. Paulo aos Coríntios
Irmãos: Deus, que disse: «Das trevas brilhará a luz» fez brilhar a luz em nossos corações, para que se conheça em todo o seu esplendor a glória de Deus, que se reflete no rosto de Cristo. Nós trazemos em vasos de barro o tesouro do nosso ministério, para que se reconheça que um poder tão sublime vem de Deus e não de nós. Em tudo somos oprimidos, mas não esmagados; andamos perplexos, mas não desesperados; perseguidos, mas não abandonados; abatidos, mas não aniquilados. Levamos sempre e em toda a parte no nosso corpo os sofrimentos da morte de Jesus, a fim de que se manifeste também no nosso corpo a vida de Jesus. Porque, estando ainda vivos, somos constantemente entregues à morte por causa de Jesus, para que se manifeste também na nossa carne mortal a vida de Jesus.
Palavra do Senhor.
ALELUIA cf. Jo 17, 17b.a
Refrão: Aleluia. Repete-se
A vossa palavra, Senhor, é a verdade;
santificai-nos na verdade. Refrão
EVANGELHO – Forma longa Mc 2, 23 – 3, 6
«O Filho do homem é também Senhor do sábado»
O Sábado foi dado ao homem como dia de repouso para que ele pudesse contemplar e agradecer a Deus a obra da criação e assim se manter sempre fiel à aliança com o Senhor, seu Criador. Era um mandamento dado ao homem para o libertar, não para o escravizar. O escândalo dos fariseus vinha-lhes de eles não saberem ir além da letra e não chegarem ao espírito; e assim não conseguiram reconhecer na Lei o Senhor da Lei. Como haviam depois de entender o novo Dia do Senhor, o Domingo, memorial da sua Páscoa?
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
Passava Jesus através das searas, num dia de sábado, e os discípulos, enquanto caminhavam, começaram a apanhar espigas. Disseram-Lhe então os fariseus: «Vê como eles fazem ao sábado o que não é permitido». Respondeu-lhes Jesus: «Nunca lestes o que fez David, quando ele e os seus companheiros tiveram necessidade e sentiram fome? Entrou na casa de Deus, no tempo do sumo sacerdote Abiatar, e comeu dos pães da proposição, que só os sacerdotes podiam comer, e os deu também aos companheiros». E acrescentou: «O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado. Por isso, o Filho do homem é também Senhor do sábado». Jesus entrou de novo na sinagoga, onde estava um homem com uma das mãos atrofiada. Os fariseus observavam Jesus, para verem se Ele ia curá-lo ao sábado e poderem assim acusá-l’O. Jesus disse ao homem que tinha a mão atrofiada: «Levanta-te e vem aqui para o meio». Depois perguntou-lhes: «Será permitido ao sábado fazer bem ou fazer mal, salvar a vida ou tirá-la?». Mas eles ficaram calados. Então, olhando-os com indignação e entristecido com a dureza dos seus corações, disse ao homem: «Estende a mão». Ele estendeu-a e a mão ficou curada. Os fariseus, porém, logo que saíram dali, reuniram-se com os herodianos para deliberarem como haviam de acabar com Ele.
Palavra da salvação.
EVANGELHO – Forma breve Mc 2, 23-28
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
Passava Jesus através das searas, num dia de sábado, e os discípulos, enquanto caminhavam, começaram a apanhar espigas. Disseram-Lhe então os fariseus: «Vê como eles fazem ao sábado o que não é permitido». Respondeu-lhes Jesus: «Nunca lestes o que fez David, quando ele e os seus companheiros tiveram necessidade e sentiram fome? Entrou na casa de Deus, no tempo do sumo sacerdote Abiatar, e comeu dos pães da proposição, que só os sacerdotes podiam comer, e os deu também aos companheiros». E acrescentou: «O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado. Por isso, o Filho do homem é também Senhor do sábado».
Palavra da salvação.
Oração sobre as oblatas
Confiando na vossa bondade, Senhor,
trazemos ao altar os nossos dons,
para que estes mistérios que celebramos
nos purifiquem de todo o pecado.
Por Cristo nosso Senhor.
Antífona da comunhão Cf. Sl 16, 6
Escutai, Senhor, as minhas palavras,
respondei-me quando Vos invoco.
Ou: Cf. Mc 11, 23.24
Tudo o que pedirdes na oração vos será concedido, diz o Senhor.
Oração depois da comunhão
Guiai, Senhor, com o vosso Espírito
aqueles que alimentais com o Corpo e o Sangue do vosso Filho,
de modo que, dando testemunho de Vós,
não só com palavras mas em obras e verdade,
mereçamos entrar no reino dos céus.
Por Cristo nosso Senhor.
Martirológio
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1. Em Porto Torres, na Sardenha, região da Itália, São Gavino, mártir.
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2. Em Cesareia da Capadócia, hoje Kayseri, na Turquia, os santos Basílio e Emélia ou Emília, que foram os pais dos santos bispos Basílio Magno, Gregório de Nissa e Pedro de Sebaste e de Santa Macrina, virgem. Estes santos esposos, no tempo do imperador Galério Maximiano, foram desterrados e habitaram nas solidões do Ponto e, terminada a perseguição, morreram em paz, deixando aos filhos a herança das suas virtudes.
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3. Em Pavia, na Lombardia, região da Itália, Santo Anastásio, bispo, que, abandonando a heresia ariana, professou firmemente a fé católica.
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4. Em Ghéel, no Brabante, território da Austrásia, actualmente na Bélgica, Santa Dimpna, virgem e mártir.
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5. Em Tervueren, também no Brabante, hoje na Bélgica, o passamento de Santo Huberto, bispo de Tongres e de Maastricht, discípulo e sucessor de São Lamberto, que se dedicou com todas as suas forças a difundir o Evangelho no Brabante e nas Ardenas, de onde erradicou os costumes pagãos.
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6. Em Sevilha, na Espanha, São Fernando III, rei de Castela e de Leão, prudente na administração do reino, cultivador das artes e das ciências e zeloso na propagação da fé.
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7. Em Ruão, na Normandia, região da França, Santa Joana d’Arc, virgem, chamada a Donzela de Orleães, que, depois de combater valorosamente pela pátria, foi finalmente entregue ao poder dos inimigos, que a condenaram num julgamento iníquo a ser queimada na fogueira.
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8. Em Londres, na Inglaterra, São Lucas Kirby, presbítero e mártir, que, durante a perseguição da rainha Isabel I, depois de muitos tormentos, foi suspenso na tríplice forca de Tyburn. Com ele padeceram no mesmo patíbulo os beatos presbíteros e mártires Guilherme Filby, Lourenço Johnson, bem como Tomás Cottam, da Companhia de Jesus.
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9*. Também em Londres, trinta anos mais tarde, os beatos Guilherme Scott, da Ordem de São Bento, e Ricardo Newport, presbíteros e mártires, que, no reinado de Jaime I, por causa do sacerdócio, o primeiro morreu estrangulado com uma corda, e o segundo esquartejado à espada enquanto estava ainda vivo.
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10. Em Kampala, no Uganda, São Matias Kalemba, chamado «Molumba» ou «Forte», mártir, que, abandonando o culto maometano, depois do Baptismo em Cristo abdicou do ofício de juiz e propagou dedicadamente a fé cristã; por isso, no tempo do rei Mwanga, foi submetido a cruéis torturas e, sem possibilidade de conforto algum, entregou o espírito a Deus.
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11. Em Savona, na Itália, o passamento de São José Marello, bispo de Ácqui, no Piemonte, que fundou a Congregação dos Oblatos de São José, dedicada à formação moral e cristã da juventude.
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12♦. Em Bordéus, na França, a Beata María Celina da Apresentação da Santíssima Virgem Maria (Joana Germaine Castang), virgem da Ordem de Santa Clara.
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13♦. Em Snyatin, na Ucrânia, a Beata Marta Maria Wiecka, virgem da Companhia das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo.
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14. No campo de concentração de Buchenwald, na Turíngia, região da Alemanha, a paixão do Beato Otão Neururer, presbítero e mártir, que, por ter convencido uma jovem católica a não simular o matrimónio com um homem já casado e membro das forças de segurança do nefasto regime hostil a Deus e aos homens, foi metido no cárcere, onde, apesar de todo o género de tribulações, prosseguia clandestinamente o seu ministério, até que, pendurado de uma viga com os pés para cima e a cabeça para baixo, consumou o seu martírio.